O papel da Empresa Júnior na formação do Engenheiro Químico

O papel da Empresa Júnior na formação do Engenheiro Químico

Atualmente no Brasil a cooperação entre as universidades e empresas é bem pequena. Diferentemente da realidade nacional, a distância entre esses dois mundos em outros países é bem menor, o que leva a uma maior inovação, e consequente número de patentes depositadas, competitividade e melhoria de indicadores econômicos e de qualidade de vida. Apesar dessa deficiência existente no nosso país, alunos de universidades públicas e privadas buscam promover iniciativas dentro da própria instituição de ensino que ajudem a diminuir a separação entre a academia e o mercado de trabalho, como por exemplo, a empresa júnior.

O movimento empresa júnior (MEJ) surgiu na década de 1960 na França e, desde então, se espalhou para o mundo todo. Seu objetivo principal é complementar a formação acadêmica dos estudantes com atividades práticas, semelhantes àquelas que os mesmos encontrarão quando ingressarem no mercado de trabalho. Segundo o site napratica.org, muitos recrutadores veem a empresa júnior como um diferencial na hora da escolha de um candidato em um processo seletivo. É uma iniciativa que demonstra comprometimento, proatividade e desenvolvimento pessoal, além do fato da experiência adquirida durante as atividades na empresa júnior ser importante para encarar os desafios diários da carreira profissional.

Sem dúvidas, o empreendedorismo júnior é importante para todas as carreiras, mas no caso da Engenharia Química, ele se torna ainda mais essencial. O engenheiro químico, pela natureza de sua atuação, deve ser um profissional com determinadas características, como por exemplo: ter facilidade de identificar e resolver problemas, trabalhar em equipe e sob pressão, estar sempre atualizado, entre outras. Diante disso, o movimento empresa júnior é uma das formas de adequar o perfil do estudante de graduação às necessidades do mercado de trabalho.

JEWC – Encontro Mundial de Empresas Juniores, relizado em Florianópolis, 2016.

                Primeiramente, durante as suas atividades diárias, o graduando em engenharia química poderá aliar os conhecimentos que aprendeu em sala de aula com aquilo que é necessário para realizar os projetos contratados pela empresa. Não raro, algumas informações serão difíceis de encontrar, fazendo com que o estudante desenvolva a iniciativa de buscar por si mesmo as informações que precisa. A aprendizagem gerada por esse tipo de atitude levará a conhecimentos que certamente serão utilizados em outras atividades profissionais no futuro. Em seguida, o trabalho a ser realizado para a entrega do projeto é comumente feito em grupo, com prazos e objetivos bem fixados, o que desenvolve a característica do trabalho em equipe, hoje muito valorizada. Por último, mas não menos importante, a possibilidade de estar realizando um projeto que envolve um problema real, encontrado no dia a dia da carreira do engenheiro químico, levará com que seja desenvolvida maior perspicácia e senso crítico por parte do estudante.

Esses foram apenas algumas das características que podem ser desenvolvidas e evoluídas na empresa júnior. Além de complementarem a formação do aluno de graduação, a iniciativa júnior ajuda a moldar o perfil do engenheiro químico, para que ele possa iniciar sua carreira já tendo uma certa noção daquilo que é necessário para crescer profissionalmente e trilhar um rumo de sucesso. Quer se aventurar nessa jornada? Vem pra CONPLEQ!

 

 

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