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HAZOP: Por que sua empresa precisa?

Se a sua empresa opera plantas químicas, petroquímicas, farmacêuticas, alimentícias ou qualquer processo industrial que envolva substâncias perigosas, temperaturas elevadas ou pressões críticas, uma pergunta deveria estar sempre presente na mesa de decisões: o que pode dar errado e o que fazemos antes que isso aconteça?

HAZOP é a sigla para Hazard and Operability Study (Estudo de Perigos e Operabilidade), uma metodologia estruturada de análise de riscos desenvolvida originalmente pela ICI na década de 1960 e hoje consolidada internacionalmente pela norma IEC 61882. Seu objetivo é simples de enunciar e poderoso na prática: identificar, de forma sistemática, os desvios que podem ocorrer em um processo industrial em relação à sua condição normal de operação e avaliar as causas, consequências e salvaguardas associadas a cada um deles.

Na prática, o estudo divide o processo em nós (trechos específicos da planta ou do fluxograma) e aplica a cada um deles um conjunto de palavras-guia (como mais, menos, não/nenhum, reverso, além de, parte de, outro que, antes/depois) combinadas com parâmetros do processo (vazão, pressão, temperatura, nível, composição, entre outros). O resultado é um mapeamento completo de cenários de risco que muitas vezes passam despercebidos em uma análise convencional.

Por que é indispensável?

Em primeiro lugar, ela antecipa acidentes antes que eles aconteçam. Afinal, a história da engenharia química tem exemplos conhecidos de como falhas de processo não identificadas a tempo podem gerar consequências graves para pessoas, meio ambiente e operação. Por isso, o HAZOP existe justamente para intervir antes da ocorrência, atuando na origem do risco e não na correção do dano.

Além disso, ela é feita em equipe, e isso é o que a torna tão eficaz. Diferente de uma checklist aplicada por uma única pessoa, o HAZOP reúne um time multidisciplinar (engenheiros de processo, operação, instrumentação, segurança e manutenção) em sessões estruturadas de brainstorming guiado. Dessa forma, essa diversidade de olhares é o que permite enxergar interações entre sistemas que raramente aparecem quando cada área analisa o processo isoladamente.

Ademais, ela é exigida, direta ou indiretamente, por normas e órgãos reguladores. Isso porque empresas que trabalham com substâncias perigosas frequentemente precisam demonstrar, para licenciamento ambiental, seguros industriais e auditorias de segurança de processo, que realizaram uma análise de riscos formal e documentada. Nesse cenário, o HAZOP é uma das metodologias mais reconhecidas e aceitas para esse propósito em todo o mundo.

Não menos importante, ela reduz custos, não apenas riscos. Embora pareça contraintuitivo investir tempo e recursos em um estudo antes de qualquer problema aparecer, a lógica é a mesma de qualquer manutenção preventiva: corrigir uma falha de projeto no papel custa uma fração do que custa corrigi-la depois de uma planta construída, de um acidente ocorrido, de uma paralisação não planejada ou de uma multa ambiental.

Por fim, ela melhora a operabilidade, não só a segurança. Um ponto frequentemente esquecido, aliás, é que o “O” de HAZOP significa operabilidade. Assim, o estudo não identifica apenas cenários de risco à integridade física, mas também situações que comprometem a eficiência, a qualidade do produto e a continuidade operacional. Por consequência, muitas vezes o HAZOP revela oportunidades de melhoria de processo que a equipe interna, imersa na rotina, não havia percebido.

Quando aplicar o HAZOP?

Dito isso, o estudo pode e deve ser conduzido em diferentes momentos do ciclo de vida de um empreendimento: na fase de projeto (antes da construção, quando mudanças ainda são baratas), antes do start-up de uma planta nova, após modificações significativas de processo ou, ainda, periodicamente, como parte da gestão contínua de segurança de processo. De todo modo, quanto mais cedo o HAZOP é incorporado, maior o seu potencial de gerar economia e prevenir retrabalho. 

O papel da CONPLEQ

No entanto, conduzir um HAZOP de qualidade exige mais do que seguir um roteiro: exige conhecimento técnico consolidado em engenharia química, domínio da metodologia e capacidade de enxergar o processo com espírito crítico e olhar externo. É exatamente esse o papel que a CONPLEQ, empresa júnior de Engenharia Química e Química, se propõe a desempenhar junto às empresas parceiras, unindo rigor técnico, atualização acadêmica constante e um olhar fresco sobre processos que, para quem convive com eles todos os dias, podem esconder riscos já naturalizados pela rotina.

Portanto, se a sua empresa ainda não realizou um estudo de HAZOP, ou já faz algum tempo desde a última revisão do processo, esse é o momento de colocar essa análise na agenda. Afinal, prevenir custa menos do que remediar e a segurança do seu processo começa com a pergunta certa, feita a tempo.

Fale com a CONPLEQ e leve mais segurança e eficiência para a sua operação.

Escrito por Lorena Rodriguez